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Ministro critica mercado por querer que Lula siga programa fracassado

Luiz Marinho defende que presidente deve ter liberdade para novas diretrizes.

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‘Mercado apostou e perdeu e agora quer que Lula assuma programa perdedor’, diz ministro

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou preocupação com as expectativas do mercado, que deseja que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva siga um modelo econômico que já foi rejeitado. Segundo Marinho, essa pressão é injusta, uma vez que o programa e o candidato apoiados pelo mercado não tiveram sucesso.

Pressão do mercado sobre Lula

Marinho enfatizou que o mercado fez uma “aposta especulativa” em um candidato e em um programa que acabaram por fracassar. Ele criticou a tentativa de alguns setores de “amarrar” o novo governo a um modelo que não funcionou. “O perdedor está escondido nos Estados Unidos, esquece isso”, afirmou o ministro, referindo-se à necessidade de deixar para trás as diretrizes que não trouxeram resultados positivos.

Equilíbrio fiscal e responsabilidade

Apesar de suas críticas, Marinho ressaltou que isso não implica em ser contra o equilíbrio fiscal. Ele destacou a experiência de Lula em lidar com as contas públicas e garantiu que essa responsabilidade se manterá. “As coisas vão ser ajustadas, não tem absolutamente nenhum risco colocado aqui”, declarou, referindo-se ao compromisso do governo em manter a estabilidade econômica.

Críticas ao controle da inflação

Em relação à política de juros, o ministro criticou a estratégia de aumentar o custo do crédito como forma de conter a inflação. Para ele, a solução deve ser o aumento da produção e da oferta de produtos no mercado. “Nós temos que ofertar mais, produzir mais, choque de mais produção para controlar a inflação”, argumentou, propondo uma abordagem que priorize o crescimento econômico em vez da restrição do crédito.

Ao final, Marinho concluiu que as medidas devem focar na promoção da produção, em vez de limitar o acesso ao crédito, para que o país consiga enfrentar os desafios econômicos atuais.

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