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Governo do AM e Sinetram em disputa sobre repasses do Passe Livre

Conflito financeiro ameaça a continuidade do Passe Livre para estudantes em Manaus.

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Governo do AM e Sinetram divergem sobre repasses do Passe Livre

A situação do Passe Livre Estudantil em Manaus continua sem uma solução clara, gerando instabilidade para os alunos da rede pública. O Governo do Amazonas anunciou que os repasses referentes a 2026 estão regularizados, incluindo o pagamento realizado em 23 de outubro. Essa declaração do governo surge após o alerta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) sobre os desafios financeiros que enfrentam.

Dificuldades financeiras do Sinetram

O Sinetram destacou que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo da capital não estão mais em condições de arcar com os custos do benefício estudantil de forma autônoma. Diante desse cenário, o sindicato anunciou que os alunos que já possuem créditos em seus cartões poderão continuar utilizando o transporte, mas as novas recargas estão suspensas até que uma solução financeira seja encontrada.

Pendências financeiras e disputas judiciais

Além dos repasses regulares, a situação é complicadada por uma dívida de cerca de R$ 250 milhões, que está sendo cobrada pelo Sinetram e pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) referente a passagens estudantis do primeiro semestre de 2025. A Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) contesta essa cobrança, resultando em um embate judicial contínuo entre as partes envolvidas.

Responsabilidades em debate

O governo do estado defende que a gestão, operação e manutenção do sistema de transporte urbano é uma responsabilidade do Município de Manaus. Enquanto essa questão é debatida no Judiciário, a incerteza sobre as recargas do Passe Livre prejudica os estudantes que dependem do transporte diariamente, gerando preocupação sobre a continuidade do benefício.

A divergência entre o governo estadual e o Sinetram revela um cenário complexo que pode afetar diretamente a mobilidade dos alunos, necessitando de uma resolução rápida para garantir o direito ao transporte estudantil.

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