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Flávio Bolsonaro questiona resultados eleitorais e se declara “presidente”

Senador exila-se nos EUA e critica decisões do STF e do TSE em carta à Nação Brasileira.

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Após fuga, Flávio questiona resultado da Eleição: “verdadeiro presidente do Brasil”

Após sua fuga para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificou suas críticas ao resultado das eleições presidenciais, divulgado em uma declaração onde menciona perseguição política e questiona a legitimidade do processo eleitoral. Ele afirma que deixou o Brasil para proteger sua família e se autodenomina “verdadeiro presidente do Brasil”, agradecendo o apoio dos presidentes Donald Trump e Javier Milei. O Partido Liberal (PL) e o vice de Flávio na chapa, o deputado federal Alfrego Gaspar (PL-AL), aceitaram o resultado das urnas anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Irregularidades e críticas ao TSE

Na carta destinada “À Nação Brasileira”, o senador alega que a eleição foi permeada por irregularidades, criticando uma decisão do Judiciário que estendeu o horário de votação no segundo turno. Segundo ele, essa prorrogação teria possibilitado fraudes, embora não apresente evidências concretas que sustentem tais alegações. Flávio Bolsonaro também questiona a atuação do TSE e responsabiliza o Judiciário por decisões que considera ilegais. Em um contexto de contestação, o PL solicitou a prorrogação das eleições ao TSE.

O cenário político e as comparações históricas

Após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, Flávio descreve a situação política no Brasil como um “regime de exceção”, alegando que a família Bolsonaro está sendo alvo de perseguições. Ele faz comparações com figuras históricas que também enfrentaram exílio, como Rui Barbosa e Charles de Gaulle, reafirmando sua intenção de continuar a atuar politicamente mesmo fora do país.

O senador também faz um apelo às instituições brasileiras para que restabeleçam o equilíbrio entre os Poderes e solicita à comunidade internacional que não normalize a atual situação política do Brasil. Em um trecho especial da carta, ele se dirige a senadores, deputados e governadores aliados, afirmando que está disposto a correr riscos que, segundo ele, outros políticos não podem assumir.

A fuga e a reação da Polícia Federal

A viagem de Flávio para os Estados Unidos ocorreu após ele afirmar ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, o que o impediu de deixar o país. O pedido de entrega foi feito pelo órgão ao identificar risco de fuga, e a decisão foi acatada pelo ministro Alexandre de Moraes. O senador considerou essa ação uma forma de intimidação. A movimentação acontece após declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que sugeriu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.

A Polícia Federal esclareceu que não havia monitoramento do senador e que ele não é um foragido, pois não existe ordem de prisão contra ele. Informações indicam que a inteligência da PF tinha conhecimento do plano de fuga de Flávio, que se deu pela Argentina até os Estados Unidos.

Críticas ao STF e ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Em sua carta, Flávio também critica o STF, acusando seus membros de instrumentalizarem a Justiça para fins políticos e de silenciarem opositores. Ele menciona seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como alvo de perseguição. Jair foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado e está cumprindo pena.

Ao concluir sua declaração, Flávio enfatiza que sua saída do Brasil não é uma desistência da vida política. Ele expressa sua intenção de continuar defendendo seus apoiadores e apresenta a situação como um marco para uma mobilização em prol da democracia, direitos humanos e liberdade, conceitos que ele usa para justificar sua contestação ao resultado das eleições e às decisões judiciais.

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