A desembargadora Onilza Abreu Gerth, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), decidiu suspender a ordem de busca e apreensão que havia sido expedida contra a empresária Maria do Carmo Seffair, associada ao PL. A decisão, que ocorreu durante o plantão judicial na última sexta-feira (30), tem relação com uma investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Colaboração da empresária
Após tomar conhecimento da operação através da mídia, Maria do Carmo se ofereceu para entregar espontaneamente todos os materiais que a Polícia Civil considerasse pertinentes para a apuração do caso. Sua disposição para colaborar foi um fator relevante na decisão da desembargadora.
Próximos passos na investigação
Nesta terça-feira (3), Maria do Carmo deverá prestar depoimento e apresentar documentos à polícia, dando continuidade ao processo de investigação. A decisão da desembargadora não apenas suspendeu a busca e apreensão como também exigiu que a Depca e a juíza plantonista da Central de Plantão Criminal da Comarca de Manaus fossem notificadas para que a ordem fosse cumprida imediatamente.
Detalhes sobre a investigação
A investigação da Depca está centrada na exposição da filha do senador Omar Aziz (PSD) em um vídeo relacionado à campanha eleitoral. É importante ressaltar que Omar Aziz, concorrente no segundo turno das eleições para o Governo do Amazonas, disputou contra Maria do Carmo. Na última segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra os marqueteiros que trabalharam na campanha da empresária.
Processo em segredo de Justiça
A solicitação de busca e apreensão contra Maria do Carmo foi recebida pela Central de Plantão Criminal da Comarca de Manaus no dia 28 de setembro. O processo está tramitando em segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais. A Central deverá prestar informações à defesa da empresária no prazo de 48 horas, garantindo acesso regular aos autos.
Em suma, a suspensão da ordem de busca e apreensão permite que Maria do Carmo colabore com a investigação, ao mesmo tempo em que o caso continua a ser analisado judicialmente. A transparência e a legalidade do processo são essenciais para o andamento da apuração, que envolve questões delicadas do cenário político local.







