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Estudantes enfrentam dificuldades em Manaus devido à suspensão do Passe Livre

Após a interrupção do benefício, muitos alunos recorrem a alternativas para chegar às aulas.

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'Tive que pegar carona': estudantes relatam dificuldades para chegar à escola após suspensão de recargas do Passe Livre em Manaus

A suspensão das recargas do Passe Livre Estudantil em Manaus trouxe sérias dificuldades para os alunos da rede estadual de ensino. Muitos estudantes estão tendo que arcar com os custos das passagens ou buscar caronas, o que impacta diretamente sua frequência escolar.

Suspensão do benefício e suas implicações

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) anunciou a suspensão das recargas na plataforma “Cadê Meu Ônibus”, informando que as empresas não têm condições de continuar custeando as passagens sem os repasses do Governo do Amazonas. O governo, por sua vez, afirma que os pagamentos referentes a 2026 estão em dia, enquanto a dívida de 2025 ainda está em discussão judicial.

Relatos de estudantes afetados

Kerlyn Santos, estudante da Escola Estadual Professora Ruth Prestes, revelou que, sem os créditos do Passe Livre, precisou pagar suas passagens do próprio bolso e, em um dia específico, utilizou um mototaxista para se deslocar. Ela expressou sua insatisfação com a situação: “Não está tendo jeito. É gastar dinheiro com Uber ou pagar o ônibus. Era melhor o passe estudantil, que era só encostar lá e ir embora para casa”.

Outra estudante, Noely Silva, também enfrenta desafios diários, utilizando até quatro passagens gratuitas por dia, pois frequenta um curso preparatório além das aulas. Sem informações sobre a retomada do benefício, ela se sente desamparada: “Até agora está indefinido. Ninguém falou nada”.

Impacto financeiro nas famílias

A situação afetou não apenas os alunos, mas também suas famílias. Uma mãe relatou que, ao tentar recarregar o cartão da filha, percebeu que o sistema estava bloqueado. “Na hora que fui recarregar a carteirinha, já estava no sistema que não estava mais recarregando”, contou, enfatizando que muitas crianças dependem desse benefício para ir à escola.

Adaptações na rotina dos alunos

Alguns estudantes foram forçados a mudar suas rotinas para garantir a presença nas aulas. Beatriz, por exemplo, teve que acordar mais cedo e pegar carona para evitar faltas. “Eu tive que pegar carona e vir muito mais cedo do que o normal”, relatou, destacando a pressão que sentem para não perder aulas.

Posicionamento do Sinetram e do governo

César Tadeu Teixeira, presidente do Sinetram, comentou sobre a situação financeira crítica das empresas de transporte, que pode comprometer a gratuidade estudantil. Ele explicou que a falta de repasses afeta diretamente a operação das empresas. O governo do Amazonas, através do governador Roberto Cidade, reafirmou que os pagamentos de 2026 estão em dia e que a discussão gira em torno de uma dívida de 2025.

Questões jurídicas e valores envolvidos

A disputa judicial entre o governo do Amazonas e o Sinetram envolve cerca de R$ 250 milhões, referentes a serviços prestados no primeiro semestre de 2025, com o governo contestando os custos apresentados pelo sindicato. A gestão estadual também destacou que a responsabilidade pelo transporte coletivo é da Prefeitura de Manaus.

A suspensão do Passe Livre Estudantil levanta preocupações sobre o futuro dos alunos que dependem desse benefício para sua educação. O Sinetram informa que, enquanto as recargas estão suspensas, os alunos ainda podem utilizar os créditos já existentes em seus cartões.

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