O deputado estadual Cristiano D’Angelo (MDB) expressou sua preocupação em relação às dificuldades que os pecuaristas do Amazonas estão enfrentando devido à interrupção do sistema de emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). Durante uma sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta quinta-feira (5/11), ele destacou os impactos negativos que a situação tem causado no setor rural.
Impacto da paralisação do sistema
O Sistema de Defesa Agropecuária do Amazonas (SIDAAM), responsável pelo controle sanitário e pela emissão de documentos de transporte animal, está fora de operação há mais de dez dias. A previsão de retorno para o dia 16 de novembro se mostra insuficiente para atender a urgência dos produtores, que enfrentam dificuldades significativas no transporte de seus rebanhos.
Alternativas manuais e retrocesso
Com a indisponibilidade do sistema, os produtores têm sido forçados a adotar processos manuais para registrar e viabilizar o transporte dos animais. Cristiano D’Angelo considera essa alternativa um retrocesso, afirmando a necessidade de modernização e agilidade nos serviços de defesa agropecuária.
A GTA é fundamental não apenas para o transporte entre propriedades rurais, mas também para a comercialização junto aos frigoríficos, que exigem a documentação regularizada para receber os rebanhos.
Consequências para a economia rural
O deputado enfatizou que a situação afeta diretamente a renda das famílias que dependem da atividade pecuária. Sem a emissão da guia, os produtores enfrentam barreiras para realizar a comercialização de sua produção e transportar os animais.
Diante desse cenário, D’Angelo solicita ações urgentes da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF) e da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) para que o sistema seja restabelecido rapidamente, permitindo que os trabalhadores voltem a operar normalmente.
“Precisamos buscar respostas junto aos órgãos responsáveis para que esse sistema volte a funcionar o quanto antes. Os produtores precisam da GTA para transportar seus animais, comercializar sua produção e levar o sustento para suas casas. Não podemos permitir que a atividade fique prejudicada por uma situação como essa”, afirmou D’Angelo.
A expectativa é que medidas sejam tomadas antes do prazo estipulado para o retorno do serviço, evitando assim novos prejuízos aos pecuaristas do Amazonas.







