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Jaú celebra ancestralidade e Amazônia no Eco-Festival do Peixe-Boi

Com a temática “Elo”, a agremiação emocionou o público ao destacar a conexão com a natureza e a cultura indígena.

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Com tema ‘Elo’, Jaú leva ancestralidade e defesa da Amazônia à arena do Eco-Festival

Na madrugada de domingo (1°), o peixe-boi Jaú encerrou sua participação no XXVII Eco-Festival do Peixe-Boi, realizado na Lagoa do Peixe-Boi em Novo Airão, a 200 quilômetros de Manaus. A agremiação trouxe à arena a temática “Elo”, que explora a conexão entre a humanidade e a natureza, enfatizando a importância da ancestralidade.

Um espetáculo repleto de simbolismo

O show do Jaú teve início com uma apresentação coreográfica do Bailado Verde e Branco, marcada pela entrada do apresentador Adauto Junior e do cantor Renier de Souza. A proposta central da agremiação se baseou na ideia de que tudo no universo originou-se de uma força primordial, conforme a cosmologia indígena, destacando a desconexão da humanidade com a natureza.

Ato I: o elo primordial

O primeiro ato do espetáculo, intitulado “elo primordial”, ilustrou a interconexão de todas as formas de vida. A grande avó do mundo, Yebá Burô, apresentou Panmila Passos, Garota Encanto da Batucada, que encantou a plateia na Lagoa do Peixe-Boi.

Ato II: elo da criação

O segundo ato, “elo da criação”, trouxe uma performance emocionante com a apresentação da canção “Elo” por Renier de Souza, marcando um momento especial. Este ato simbolizou a manifestação da vida, com o Deus Sol Guaracy introduzindo a Mãe Natureza, interpretada por Lena Costa, que se uniu ao peixe-boi Jaú em uma celebração da fauna e flora.

Ato III: elo da harmonia

O terceiro ato, “elo da harmonia”, retratou a luta entre o homem e a natureza. A apresentação incluiu a participação dos povos do Quilombo do Tambor e a Deusa da Canção, Anna Gabriela, ressaltando a necessidade de equilíbrio. A coreografia da Fauna e Flora enfatizou a urgência de combater as queimadas que ameaçam a Amazônia, destacando a mensagem “somos o elo da vida”.

Ato IV: o futuro na floresta

O quarto momento, “elo do amanhã”, trouxe uma mensagem esperançosa sobre o futuro da Amazônia e o papel das novas gerações. A apresentação musical “Metamorfose do Porvir” introduziu a jovem Cassiane Lima como a primeira indígena Porta-Estandarte do festival, revelando uma conexão emocional ao anunciar sua gravidez, simbolizando a continuidade da vida e dos sonhos de uma floresta viva.

Encerramento: elo da sabedoria

O espetáculo culminou com o “elo da sabedoria”, que destacou a luta dos povos indígenas e a preservação dos saberes ancestrais. Com a participação de indígenas das etnias Baré e Dessana, a apresentação buscou resgatar a sabedoria ancestral para enfrentar o “Devorador de Memórias”. A vitória sobre essa figura mitológica foi celebrada com a chegada do Deus Mauá João Neto, que restaurou a conexão entre os conhecimentos passados e o presente.

Em um grand finale, o peixe-boi Jaú apresentou uma apoteose com todos os participantes, reafirmando a alegria e a essência da cultura do peixe-boi, mostrando que, na festa, o Jaú é sempre feliz.

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