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Eco-Festival do Peixe-Boi celebra a diversidade cultural amazônica

Evento destaca a pluralidade de povos e a riqueza da fauna na Amazônia.

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Anavilhanas exalta a diversidade dos povos e a pluralidade amazônica no Eco-Festival do Peixe-Boi

O XXVII Eco-Festival do Peixe-Boi, realizado em Novo Airão, Amazonas, iniciou suas competições oficiais com o tema “Amazônias, gentes-florestas”, enfatizando a diversidade cultural e ambiental da região. O evento ocorreu na Lagoa do Peixe-Boi, a 200 quilômetros de Manaus, e contou com a vibrante presença da agremiação Anavilhanas, que se destacou com suas cores verde e branca.

Abertura do festival e homenagens

O espetáculo começou com uma emocionante apresentação de Heitor Passos de Queiroz, filho do renomado apresentador Afonso Junior. Junto de sua tia Nanny Queiroz, ex-porta-estandarte, ele compartilhou uma mensagem sobre a importância da herança cultural para as futuras gerações. A performance musical do cantor Erickson Mendonça, acompanhado pela Batucada Soberana, animou a plateia, que vibrou com a canção “Galera Maravilhana”.

Representação da fauna e cultura indígena

A primeira cena do festival, intitulada “O Segredo da Noite”, fez referência ao mito da cobra Boiúna, que protege os recursos naturais da Amazônia. A apresentação contou com a participação da Porta-Estandarte Náide Freire, que simbolicamente se transformou em cobra, trazendo consigo o pavilhão sagrado dos povos indígenas.

As crianças e adolescentes da Anavilhanas brilharam na coreografia, onde representaram a fauna e flora amazônica com trajes criados pelo artista Aldo Cunegundes, dançando ao lado do peixe-boi da agremiação. O cantor Erickson Mendonça também apresentou a canção “Amazônias, gentes-florestas”, competindo na categoria de Canção Letra e Música Inédita.

Amazônia das Encantarias e suas lendas

No segundo ato, “Amazônia das Encantarias”, a Anavilhanas trouxe à tona a rica diversidade da cultura indígena e cabocla. A “Lenda do Peixe-Boi” foi encenada, promovendo uma reflexão sobre a importância da preservação ambiental e a proteção das espécies ameaçadas.

A alegoria “Kayara”, a figura mítica que simboliza os perigos dos rios, ganhou vida com a participação de Geyse Andrade Baré, a primeira mulher indígena a ocupar um papel oficial no festival, emocionando o público com sua performance.

Temas de luta e resistência

No terceiro ato, “Gentes-florestas e credos”, o apresentador Antônio Paulo abordou a luta e a diversidade presentes na Amazônia, ressaltando a contribuição da cultura negra, especialmente do Quilombo do Tambor. O momento contou com a participação de Pai André, que trouxe a energia de Oyá, e Danielle Santos, representando Iansã, enquanto a Batucada Sobena se destacou sob a direção de Mestre Márcio Cardoso.

O Anavilhanas também abordou a questão ecológica em sua apresentação, defendendo a ideia de que a exploração desenfreada da natureza afeta a todos. Durante essa parte, a mensagem contra as queimadas na Amazônia foi ecoada por Hayowari Theri, destacando a importância do renascimento da floresta.

Encerramento e celebração da diversidade

O festival culminou com a apresentação do “Espírito Guardião” da floresta, o Bicho Folharal, e a despedida emocionante do Deus Mauá Bruno Guedes, que se despediu do festival após quinze anos de dedicação. O evento finalizou com uma celebração da pluralidade cultural que caracteriza o Anavilhanas, exaltando a mensagem de que a Amazônia é um espaço de muitas vozes e histórias, reafirmando que existem “Amazônias” e não apenas uma única narrativa.

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