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GDF solicita ao STF a liberação de R$ 2,2 bilhões de contas bloqueadas

Montante está vinculado a investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e pode impactar o BRB.

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GDF pede ao STF repasse de R$ 2,2 bilhões de contas de Vorcaro ao BRB

O Governo do Distrito Federal (GDF) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a liberação de R$ 2,2 bilhões que se encontram bloqueados em contas de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está sendo investigado por sua ligação com o caso do Banco Master.

Investigações e prejuízos financeiros

Henrique Vorcaro é um dos alvos da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). Desde maio deste ano, ele se encontra preso. Na petição enviada ao STF, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal destacou que a administração do GDF, como acionista do BRB, tem enfrentado prejuízos diretos devido às operações sob investigação.

Segundo o governo distrital, as supostas irregularidades têm impactado negativamente a valorização das ações do DF no BRB, além de ter causado uma queda nos resultados financeiros e nos dividendos que são repassados ao governo. A Procuradoria também alertou sobre o risco de que o Tesouro do Distrito Federal precise injetar recursos públicos para estabilizar financeiramente a instituição bancária.

Decisão do STF e a situação do BRB

O pedido do GDF foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que é o relator temporário do caso envolvendo o Banco Master. O tribunal agora terá a responsabilidade de decidir sobre a destinação dos valores bloqueados ao BRB, embora não haja um prazo definido para a conclusão desse julgamento.

Investigação adicional envolvendo a chapa de Lula e Alckmin

Em um desenvolvimento separado no Judiciário, o corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu início a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A acusação é de suposto abuso de poder político e econômico.

A representação foi apresentada pelo Partido Novo, que criticou a edição de atos do governo federal. Segundo a legenda, a atual administração lançou 37 medidas populares em apenas sete meses, o que corresponde ao total de ações tomadas nos três anos anteriores. Com base nesses dados, o partido pede a cassação do mandato de Lula e Alckmin, além da inelegibilidade por um período de oito anos.

Após a abertura do processo, a chapa presidencial será notificada e terá um prazo de cinco dias para apresentar sua defesa ao TSE. O tribunal, então, analisará as alegações para decidir se arquiva o caso ou se avança para a fase de coleta de provas e oitiva de testemunhas.

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