O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a levantar suspeitas sobre o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, através de um vídeo que circula em suas redes sociais. Na gravação, ele argumenta que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “matematicamente impossível”, desafiando a lógica dos resultados apresentados.
Críticas à evolução do eleitorado
Flávio Bolsonaro expôs suas dúvidas sobre a quantidade de votos conquistados por Lula entre os dois turnos. Ele declarou que seria difícil encontrar um especialista que pudesse justificar o aumento de mais de 10 milhões de votos entre as duas etapas da eleição. O senador questionou como isso seria possível em apenas 20 dias, insinuando irregularidades nos resultados.
Análise dos estados
O senador se baseou em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para argumentar sua posição. Ele mencionou Goiás, onde destacou o perfil conservador do eleitorado e o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ressaltando o crescimento de mais de 43% de Lula. Em São Paulo, Flávio citou o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), mas ainda assim, Lula teria crescido mais de 35% em relação ao primeiro turno.
No Rio de Janeiro, bastião político de Flávio, ele também expressou ceticismo em relação ao aumento de 30% no número de votos para o petista. O senador ainda mencionou dados de estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Roraima e Acre para fundamentar suas alegações.
Resposta do TSE
O TSE já se manifestou sobre as declarações de Flávio, afirmando que são infundadas. Em um comunicado publicado na seção “Fato ou Boato”, a instituição declarou: “É falso que virada de votos no segundo turno seja impossível ou comprove fraude nas eleições”. O TSE destacou que o segundo turno é uma nova oportunidade de votação, onde os eleitores podem reavaliar suas escolhas. Além disso, ressaltou que a abstenção foi a menor em 20 anos e que os votos nulos e brancos diminuíram em 1,8 milhão entre os turnos.
Flávio Bolsonaro já havia se manifestado sobre a “impossibilidade matemática” dos resultados em uma carta anteriormente divulgada, onde se autodenominou “presidente eleito” e, em seguida, “líder do Brasil”, após retornar de uma viagem aos Estados Unidos. A situação continua a gerar debates e questionamentos sobre a integridade dos resultados eleitorais no país.







