Manaus está se equipando para enfrentar períodos de estiagem severa, graças a um investimento significativo em sua infraestrutura de abastecimento de água. Desde 2023, a Águas de Manaus aplicou mais de R$ 25 milhões na modernização do sistema de captação, com o objetivo de mitigar os impactos de eventos climáticos extremos e assegurar que os 2,2 milhões de habitantes da capital tenham acesso contínuo a água tratada.
Ações efetivas na Estação de Tratamento de Água
Uma das principais iniciativas deste ano foi a implementação de uma operação preventiva na Estação de Tratamento de Água Ponta das Lajes, que atende a Zona Leste de Manaus. Em agosto, foram instaladas duas bombas anfíbias, aumentando a capacidade de captação do Rio Negro durante a seca. Esses equipamentos são projetados para operar tanto submersos quanto fora d’água, com a capacidade de captar água em profundidades de até 26 metros e vazão de até 550 litros por segundo.
A gerente de Operações da concessionária, Jéssica Candeia, ressaltou a importância dessas bombas: “Em outras palavras, elas dão maior segurança operacional para o nosso sistema, principalmente porque conseguem se adaptar a situações mais extremas, como o período de estiagem. Com esses equipamentos, ampliamos nossa capacidade de captação e estamos mais preparados para cenários de redução das cotas do Rio Negro, de forma que não há preocupação com cenário de racionamento.”
Monitoramento constante do Rio Negro
A concessionária realiza um monitoramento diário das cotas do Rio Negro e desenvolve estratégias operacionais para garantir a continuidade do abastecimento. O planejamento inclui a aquisição de novos equipamentos, adaptações nas infraestruturas existentes e a aplicação de tecnologias que, junto com uma equipe especializada, permitem uma resposta mais ágil às mudanças climáticas.
Experiência acumulada em estiagens passadas
As ações em 2026 seguem o trabalho realizado durante as históricas estiagens de 2023 e 2024, quando todas as captações de água do Rio Negro foram aprimoradas. Durante esse período, três bombas anfíbias foram instaladas, contribuindo para o abastecimento de mais de 70% da população da cidade. Além disso, 13 das 16 bombas verticais existentes foram rebaixadas, permitindo a captação de água em níveis mais profundos, o que garantiu a continuidade do abastecimento mesmo em condições extremas.
Preparação para o futuro
A concessionária tem investido na resiliência do sistema de captação e distribuição de água, aprendendo com as experiências passadas. O diretor executivo, Renee Chaveiro, destacou que as bombas anfíbias instaladas anteriormente foram integradas permanentemente ao sistema, podendo ser deslocadas em emergências, assim como as novas bombas da Ponta das Lajes.
O diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas, enfatizou a importância da preparação: “Nos preparamos com antecedência para enfrentar um cenário desafiador. Mesmo diante das projeções de estiagem histórica pela terceira vez em quatro anos, estamos fortalecendo nossas estruturas e nossa capacidade operacional para garantir a continuidade e a regularidade do fornecimento de água tratada para a população de Manaus. Nosso compromisso é garantir a segurança hídrica da cidade, independentemente dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.”







