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Cresce número de denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2023

Ministério do Trabalho registra 4,3 mil queixas em apenas três dias de novo canal de denúncias.

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Assédio eleitoral no emprego dá demissão e indenização; veja como denunciar

O cenário de assédio eleitoral no ambiente de trabalho tem se intensificado, com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrando cerca de 4,3 mil denúncias em apenas três dias após a inauguração de um canal específico para esse tipo de reclamação.

Canal de denúncias e estatísticas

O novo canal foi lançado em 28 de outubro, em resposta a um aumento significativo nas denúncias sobre práticas de assédio eleitoral, tanto nas redes sociais quanto em órgãos oficiais. A maior parte das queixas foi originada em São Paulo, com 1.325 registros, seguida por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). A Região Sudeste, portanto, responde por 48,5% das ocorrências registradas.

O que caracteriza o assédio eleitoral

Assédio eleitoral refere-se à pressão exercida por superiores sobre os colaboradores, visando influenciar seu voto. Isso inclui demissões motivadas por escolhas políticas, que também se configuram como assédio. Caso haja comprovação de que a demissão foi baseada na orientação política do funcionário, a empresa poderá ser obrigada a reintegrá-lo e a pagar indenizações por danos morais.

Como proceder em caso de assédio

Trabalhadores que vivenciem ou testemunhem situações de assédio eleitoral devem realizar denúncias junto ao MTE ou ao Ministério Público do Trabalho (MPT). É importante ressaltar que todas as denúncias são tratadas com sigilo e encaminhadas aos órgãos responsáveis para a devida apuração.

Reflexão sobre o tema

A crescente quantidade de denúncias evidencia a necessidade de conscientização e proteção dos direitos dos trabalhadores em períodos eleitorais. A atuação do MTE é fundamental para garantir um ambiente de trabalho livre de pressões indevidas relacionadas a preferências políticas.

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