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Justiça exige explicações de Jairinho sobre apelação de condenação

Desembargador solicita justificativas da defesa após condenação por morte de Henry Borel em 2021.

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Justiça intima Jairinho a justificar apelação por morte de Henry Borel

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi intimado pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a justificar sua apelação contra a sentença que o condenou a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pela morte de Henry Borel, um garoto de apenas 4 anos, em março de 2021.

Condenação e seus fundamentos

Jairinho foi considerado culpado pelo homicídio qualificado, que incluiu agravantes por meio cruel e o uso de recursos que impediram a defesa da vítima. Além disso, ele também foi condenado por tortura e coação durante o processo. A leitura da sentença ocorreu na madrugada do dia 4 de junho de 2026, sob a supervisão da juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do júri.

Próximos passos no processo

Após a apresentação das razões de apelação por parte da defesa de Jairinho, o Ministério Público do Rio de Janeiro, juntamente com a assistente de acusação e a defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry, terá a oportunidade de se manifestar sobre a apelação do ex-vereador. Monique, que também foi julgada, foi condenada por crime de tortura por omissão, mas já havia cumprido o tempo de prisão preventiva, resultando na extinção de sua pena.

Controvérsias em torno da absolvição de Monique

O Ministério Público recorreu da decisão que absolveu Monique e o caso continua a ser analisado pela Justiça. O promotor de Justiça Fábio Vieira, que atuou no júri, afirmou que a sentença será contestada, visto que, em um primeiro momento, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry.

Ele destacou a gravidade da omissão de Monique, que ignorou sinais evidentes de perigo que Jairinho representava tanto para ela quanto para seu filho. O promotor enfatizou que, como mãe e responsável legal, Monique falhou em proteger Henry, mesmo ciente das agressões perpetradas pelo padrasto.

A complexidade deste caso continua a gerar repercussões e a atenção do público, evidenciando a importância de discussões sobre responsabilidade e proteção de crianças em situações de risco.

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