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Manaus enfrenta redução de visibilidade: entenda o fenômeno climático

Meteorologista detalha a influência da fumaça e umidade na capital amazonense.

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Fumaça ou neblina? Meteorologista explica camada que reduziu visibilidade em Manaus

Neste sábado (31), Manaus foi novamente afetada por uma camada esbranquiçada que prejudicou a visibilidade na cidade. O fenômeno é atribuído à combinação de fumaça proveniente de queimadas e umidade atmosférica, com dados de monitoramento revelando altos níveis de material particulado fino (PM2,5) em diversas áreas da capital.

Compreendendo a neblina e a fumaça

A dúvida que paira sobre a população é se o que encobriu a cidade foi fumaça ou neblina. A meteorologista Andrea Ramos explicou que a análise preliminar sugere que a fumaça desempenha um papel significativo nesse fenômeno, embora a umidade do ar também contribua. A diferença entre esses dois fenômenos climáticos reside na sua composição: a neblina é formada por gotículas de água suspensas, enquanto a fumaça contém partículas e gases resultantes da queima de vegetação.

Influência das condições climáticas

As chuvas que ocorreram na sexta-feira (30) podem ter elevado a umidade do ar, favorecendo a formação de névoa durante a madrugada e o início da manhã, segundo a especialista. Além disso, ventos fracos e a estabilidade atmosférica dificultam a dispersão de poluentes, resultando na concentração da fumaça em algumas áreas da cidade. Para determinar qual fenômeno predominou, é essencial analisar variáveis como umidade relativa, temperatura, ponto de orvalho, visibilidade e níveis de PM2,5.

Qualidade do ar em alerta

A qualidade do ar em 13 municípios do Amazonas foi classificada entre ‘ruim’ e ‘péssima’. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, Parintins teve a pior avaliação, com a qualidade do ar considerada péssima. Sete municípios, incluindo Barreirinha e Itacoatiara, enfrentaram condições muito ruins, enquanto outras cinco cidades, como Manaus e Autazes, tiveram qualidade do ar ruim.

Queimadas e redução de focos

A fumaça presente em Manaus tem origem em incêndios florestais no Pará, onde a situação é crítica. Apesar do aumento da poluição, o número de focos de queimadas no Amazonas caiu em outubro. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 2.258 focos, uma redução de 39,40% em comparação a setembro, que teve 3.726 focos. No total, o Amazonas acumulou 8.515 focos em 2023, ocupando a sexta posição entre os estados com mais queimadas.

Com isso, a situação ambiental em Manaus e no Amazonas continua a exigir atenção, especialmente em relação à saúde pública e à qualidade do ar.

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