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MPAM realiza fiscalização do transporte escolar fluvial em Manicoré

Iniciativa visa identificar irregularidades e garantir a segurança dos alunos durante o trajeto.

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MPAM fiscaliza segurança do transporte escolar fluvial em Manicoré

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) está implementando uma fiscalização do transporte escolar fluvial em Manicoré, com o objetivo de garantir a segurança e a regularidade do serviço até 2027. Essa ação é parte de um procedimento administrativo instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça do município.

Objetivos da fiscalização

A iniciativa foi motivada por uma denúncia de um morador da Comunidade Palhauzinho, que relatou problemas relacionados ao transporte de crianças até a Comunidade São Vicente. As principais preocupações incluem as condições das embarcações, a duração dos trajetos e a falta de um acompanhante para os alunos durante as viagens.

Demandas às secretarias de educação

Para dar continuidade a essa fiscalização, o MPAM solicitou que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) enviem, em um prazo de 20 dias, relatórios detalhados sobre o transporte escolar fluvial. Esses documentos devem incluir informações sobre as rotas, o número de alunos transportados, as comunidades atendidas, além das condições das embarcações e dos mecanismos de fiscalização em vigor.

Colaboração com a Marinha do Brasil

O MPAM também requisitou a colaboração da Marinha do Brasil para obter informações sobre as normas de segurança que devem ser seguidas pelas embarcações, bem como os requisitos para a habilitação dos condutores e os equipamentos obrigatórios. A Marinha deverá fornecer dados sobre fiscalizações, irregularidades e acidentes ocorridos no município nos últimos dois anos.

Cooperação com o Conselho Tutelar

Além disso, o Ministério Público pediu ao Conselho Tutelar de Manicoré que, em um prazo de 15 dias, forneça informações sobre eventuais denúncias que envolvam insegurança no transporte escolar e seus impactos na frequência e permanência dos alunos nas escolas.

A promotora de Justiça, Ludmilla Dematté de Freitas Coutinho, enfatizou a importância dessa fiscalização, afirmando que “o direito à educação inclui o deslocamento seguro até a escola. Queremos verificar como o transporte fluvial tem funcionado na prática, prevenir riscos e garantir que crianças e adolescentes das comunidades rurais e ribeirinhas sejam atendidos com dignidade e segurança.”

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