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Teatro Amazonas é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco

Renato Junior destaca a importância do teatro para a cultura e inclusão social em Manaus.

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Prefeito Renato Junior celebra Teatro Amazonas como Patrimônio Mundial da Unesco e destaca reconhecimento do espaço mais democrático para o acesso à cultura 

O Teatro Amazonas foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, em cerimônia que contou com a presença do prefeito de Manaus, Renato Junior. Este reconhecimento representa uma vitória significativa para a cultura da região e enfatiza a necessidade de preservar um dos marcos históricos mais importantes da capital amazonense.

Momento de celebração e história

A solenidade ocorreu no próprio teatro, onde Renato Junior compartilhou sua emoção ao relembrar sua primeira visita ao local, ainda na infância, durante uma excursão escolar. Ele expressou sua alegria em ver alunos da rede pública municipal participando da cerimônia. “Eu fico muito feliz de ver os alunos da rede pública municipal aqui, porque eu também conheci o Teatro Amazonas assim, como estudante, numa visita da escola. E hoje eu volto aqui como prefeito, para ver a homenagem que ele está recebendo, esse reconhecimento mundial. Esse é um daqueles dias que a gente guarda no coração. É inesquecível”, afirmou.

O reconhecimento da Unesco

O Teatro Amazonas, junto ao Theatro da Paz, em Belém, foi incluído na Lista do Patrimônio Mundial em julho deste ano, durante uma sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, realizada em Busan, na Coreia do Sul. A candidatura, intitulada Teatros da Amazônia, também abrange o largo São Sebastião em Manaus e a Praça da República em Belém, elevando o total de sítios brasileiros na lista da Unesco para 26.

Importância cultural e social

Renato Junior destacou a relevância do Teatro Amazonas não apenas como um marco cultural, mas também como um espaço que promove a inclusão social. “O teatro não é apenas um espaço físico. É um lugar de oportunidades, onde histórias são contadas e sonhos são construídos, pela dramaturgia, pelas apresentações e também pelo cenário político. Muitos tomam posse aqui, como eu tomei posse como vice-prefeito. E hoje tenho a honra de viver, como prefeito, esse momento histórico. O teatro não vê separações. Pelo contrário, ele une pessoas de diferentes classes e continua sendo o espaço mais democrático de acesso à cultura”, disse.

Colaboração para a conquista

A Prefeitura de Manaus desempenhou um papel crucial na elaboração do dossiê que levou à candidatura do teatro, com a participação do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult). A gestão do patrimônio histórico é responsabilidade do Implurb, enquanto a nível federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) coordena essas atividades.

Antônio Peixoto, diretor-presidente do Implurb, ressaltou a importância do trabalho colaborativo: “Esse reconhecimento foi feito a muitas mãos. Ao Implurb coube toda a gestão do patrimônio histórico do entorno: a catalogação e o levantamento técnico dos prédios do largo São Sebastião e de toda a área que chamamos de zona de amortecimento do Teatro Amazonas. Foi esse trabalho que permitiu a elaboração do dossiê inscrito na Unesco e que hoje é reconhecido com essa certificação”.

Agradecimentos e considerações finais

O prefeito também expressou gratidão a Antônio Peixoto e aos gestores da ManausCult, Jender Lobato e Márcio Braz, por suas contribuições. Ele enfatizou que o título é uma conquista compartilhada com Belém, onde o Theatro da Paz também foi agraciado com a mesma honra. “Quem vem do interior pega um barco e, ao chegar a Manaus, se depara com a beleza exuberante do Teatro Amazonas. Esse reconhecimento honra o povo de Manaus e é também um presente para o povo de Manaus e do Amazonas”, concluiu Renato Junior.

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