A Polícia Federal (PF) deu início à segunda etapa da Operação Gatekeeper, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que utilizava o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para o transporte de drogas para diversas partes do Brasil. As ações ocorreram tanto na capital amazonense quanto em Coari, no interior do estado.
Mandados e bloqueios financeiros
Durante a operação, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, além de sete ordens de busca e apreensão. A Justiça Federal também determinou o sequestro de oito veículos e o bloqueio de ativos financeiros dos suspeitos, que podem atingir até R$ 31 milhões. Além disso, foi autorizada a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas, tanto físicas quanto jurídicas.
Novas descobertas na investigação
Nesta fase da investigação, novos nomes foram identificados como integrantes do grupo, responsáveis não apenas pelo transporte das drogas, mas também pela logística de aquisição de passagens aéreas. O núcleo financeiro da organização foi alvo de apuração, revelando movimentações de milhões de reais através de contas em nome de terceiros, empresas de fachada e plataformas digitais, usadas para disfarçar a origem dos recursos ilícitos.
Histórico da operação
A investigação teve início em dezembro de 2024, após a prisão de um passageiro que foi flagrado transportando cerca de 18 quilos de maconha em um voo que partia de Manaus. Na primeira fase da operação, realizada em março de 2025, a PF conseguiu identificar ao menos 13 remessas da droga, totalizando cerca de 150 quilos. Naquela ocasião, quatro indivíduos foram detidos, incluindo um servidor da Polícia Federal, que foi posteriormente condenado pelos crimes investigados.
Com as ações em andamento, a PF busca fortalecer a repressão ao tráfico de drogas e desmantelar as redes que operam a partir de pontos estratégicos como aeroportos.







