Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, foi detido em sua residência após o Senado aprovar seu impeachment na última sexta-feira (6). A prisão ocorre em um contexto de investigações relacionadas à crise do Ueno Bank, que resultaram em um pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público. Pedro Alliana, ex-vice-presidente, assumiu o cargo de chefe do Executivo imediatamente após a destituição de Peña.
Impeachment e detenção
A Polícia Nacional cumpriu a ordem de prisão emitida pelo Ministério Público logo após a votação que resultou no impeachment de Peña. Ele permanece sob custódia em sua residência, aguardando as próximas decisões judiciais.
Em um movimento significativo, o Ministério Público do Paraguai solicitou a prisão de Peña e de Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do Paraguai, devido a uma investigação que envolve lesão de confiança e outros crimes. O pedido foi formalizado por quatro procuradores especializados em Crimes Econômicos e Anticorrupção, que enviaram a solicitação ao Juízo de Garantias.
Causa da crise e novo governo
A crise política em torno do Ueno Bank culminou na intervenção do Banco Central, que deixou milhões de clientes sem acesso a seus fundos e gerou protestos em todo o país. O Senado aprovou o impeachment de Peña por unanimidade, com 44 senadores votando a favor de sua destituição, o que foi interpretado como um reflexo de sua responsabilidade na má gestão do banco.
Peña, que já havia anunciado sua renúncia para evitar mais divisões no país, afirmou: “Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal.”
Transferência e reação popular
Na mesma noite em que seu impeachment foi confirmado, Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção por questões de segurança, em resposta aos protestos que ocorreram em frente à sua residência. A mudança se deu após manifestantes exigirem que ele fosse levado a uma prisão comum, resultando em confrontos com a polícia.
A transferência ocorreu para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), uma instalação militar que não é considerada uma prisão formal, mas sim um local de segurança onde são acolhidas autoridades e dignitários estrangeiros.
A situação no Paraguai continua tensa, com a população atenta às consequências da destituição de Peña e as possíveis repercussões no cenário político do país.







