O deputado federal Amom Mandel, do Republicanos, anunciou em suas redes sociais que apoiará a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação das grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, nas eleições de 2026. O requerimento, protocolado pela deputada Erika Hilton, do PSol-SP, no dia 17 de outubro de 2026, requer a assinatura de 171 deputados para a sua implementação.
Apoio à iniciativa e foco em transparência
Amom Mandel se posicionou como o primeiro a assinar a proposta no Amazonas e figurou entre os primeiros no Brasil. Ele enfatizou a importância de “transparência algorítmica” e mencionou que sua dissertação de mestrado, a ser publicada em breve, aborda precisamente essa temática. O deputado afirmou que sua atuação política é voltada para garantir a clareza sobre os algoritmos utilizados pelas big techs no debate público.
Assinaturas e apoio crescente
Embora a formalização da assinatura de Mandel ainda não tenha ocorrido devido ao fim de semana, outros 87 deputados já manifestaram apoio à proposta de Erika Hilton, com a maioria vindo do Partido dos Trabalhadores (PT) e do PSol. O requerimento da CPI levanta preocupações sobre possíveis interferências estrangeiras, manipulação de algoritmos e favorecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) em detrimento da campanha do presidente Lula (PT), recentemente reeleito.
Foco na Meta e possíveis irregularidades
A investigação proposta mira principalmente a Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp. O documento sugere que a Meta teria limitado a disseminação de conteúdos que apoiavam Lula, enquanto as publicações favoráveis ao adversário não enfrentavam as mesmas restrições.
Preocupações com a desinformação
Além disso, a proposta de CPI menciona estudos de pesquisadores e de organizações da sociedade civil sobre a veiculação de anúncios eleitorais irregulares, pagamentos em moeda estrangeira, e as dificuldades em identificar conteúdos gerados por inteligência artificial. Também são abordadas possíveis restrições à circulação de informações políticas, especialmente no WhatsApp.
Estrutura da CPI e conclusão
A proposta para a CPI prevê a formação de uma comissão composta por 26 deputados titulares e 26 suplentes, com um prazo inicial de 120 dias para funcionamento. Erika Hilton expressou em seu perfil que “o que as big techs fizeram durante as eleições brasileiras é gravíssimo e precisa ser investigado! Não podemos aceitar que empresas bilionárias permitam a circulação de desinformação, deepfakes e redes de robôs para interferir no processo eleitoral, colocando nossa democracia em risco.”







