Neste sábado, o renomado ultramaratonista aquático Vítor Gadelha, de 29 anos, volta a competir na clássica Travessia Aquática 14 Bis. A prova, que abrange 24 km de natação entre o Forte de São João, em Bertioga, e a Base Aérea de Santos, no Guarujá (SP), será uma etapa crucial para sua preparação para um desafio ainda maior em janeiro de 2027.
Um atleta com experiência em grandes desafios
Vítor já se destacou em diversas competições, incluindo a travessia Capri-Napoli e a Fuga da Ilha Grande, além de ter participado de eventos significativos como a Travessia do Rio Negro. Embora tenha um histórico respeitável, sua participação na 14 Bis não é apenas por medalhas. Este evento será uma importante etapa de treinamento para os 76 km da Bisa (Big Island Swimming Association), que ocorrerá na Ilha Grande, em Angra dos Reis-RJ.
A equipe que apoia Gadelha é composta por profissionais altamente qualificados, incluindo o técnico Samir Barel, a nutricionista Raphaella Cabral e o médico Anderson Teles. O preparo físico é gerenciado pela Meta Sports Endurance, com suporte fisioterápico de Francisco Coelho, além do patrocínio da Digitime Inova.
Retorno às ultramaratonas após cinco anos
Após um hiato de cinco anos, durante o qual se dedicou à carreira de professor no Instituto Federal do Amazonas, Vítor decidiu que era hora de retomar sua paixão pela natação. Ele reconhece que a nova rotina exigiu organização para equilibrar trabalho e treinos. Ele afirma que a motivação para voltar às competições foi impulsionada pela ambição de participar dos 76 km.
Ele comentou sobre o desafio da readaptação, destacando que “a parte mais difícil é entender que o corpo não é mais o mesmo, as médias subiram e o ritmo não é mais o mesmo”. Para Gadelha, a paciência tem sido essencial para recuperar seu condicionamento físico.
A 14 Bis como teste de preparação
Com três participações anteriores na 14 Bis, Vítor tem uma boa noção das condições da prova. Agora, ele está focado em utilizar essa travessia como um importante termômetro para o treinamento de janeiro. Gadelha planeja simular as condições de hidratação e estratégia que usará na ultramaratona.
Ele enfatiza que o objetivo não é simplesmente concluir os 24 km no mesmo ritmo de suas outras competições, mas sim encarar a prova como um treinamento para os 76 km e sentir as dificuldades que podem surgir. “A maior preocupação hoje é simular características da prova”, disse.
Um projeto de longa distância
A ideia de enfrentar os 76 km começou a se formar na mente de Gadelha desde 2021. No entanto, ele buscou o momento certo para se preparar adequadamente. Ele acredita que, com o amadurecimento e a experiência adquirida em outras competições, está mais preparado para esse grande desafio.
O atleta estima que sua travessia durará cerca de 30 horas. “A mente pra mim sempre foi o mais fácil de treinar”, afirma, revelando que a adaptação física está em progresso, mas os treinos estão se tornando mais intensos.
Além da natação
Como professor há três anos, Gadelha vê a oportunidade de inspirar seus alunos a gerenciar melhor seu tempo e a se dedicarem a desafios pessoais. Ele acredita que a natação é uma metáfora para a vida: “nenhum desafio é grande demais que a gente não consiga cumprir”.
Vítor também destaca que a natação continua a ser sua maior paixão, afirmando que “hoje a natação é o maior hobby que tenho”. Para ele, os momentos na água são insubstituíveis, e a busca por novos desafios permanece viva em seu cotidiano.







