Maria Bianca Palmeira Nogueira, de 20 anos, foi presa em Manaus, na terça-feira (3), após simular seu próprio sequestro com o objetivo de extorquir R$ 10 mil de sua família. A jovem enviou uma imagem manipulada para convencer os parentes de que estava em perigo, alegando que seria violentada e morta caso o resgate não fosse pago.
O plano de extorsão
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, Maria Bianca ficou na casa de um amigo, no bairro Tancredo Neves, onde alegou ter se desentendido com sua família. O amigo, sem suspeitar de suas intenções, a acolheu, permitindo que ela utilizasse o local como base para orquestrar sua farsa. A jovem contatou seus familiares no dia anterior à sua prisão, em 2 de outubro.
“Ela pediu para ficar lá na casa dele, alegando que havia brigado com a família, e ele aceitou, quando na verdade ela se utilizou desse esconderijo, digamos assim, para aplicar golpes nos seus familiares”, explicou o delegado.
Investigação e revelações
A situação mobilizou a polícia por dois dias, conforme detalhou Cunha. “Tratava-se aí de um falso sequestro orquestrado pela própria vítima, entre aspas, que simulou ter sido sequestrada com o intuito de extorquir seus familiares”, afirmou o delegado. Apesar das ameaças, nenhum valor foi transferido pela família, que se manteve firme frente às cobranças insistentes da jovem.
Para aumentar a veracidade do golpe, Maria Bianca manipulou uma fotografia em que aparecia amarrada, utilizando inteligência artificial. “Enfim, uma farsa, mas que foi rapidamente elucidada pela nossa delegacia”, ressaltou Ricardo Cunha.
Motivação e contexto
Durante o interrogatório, a jovem alegou que sua decisão de fingir o sequestro estava relacionada a dívidas significativas com agiotas, totalizando cerca de R$ 50 mil. “Ela alega na sua defesa que estava devendo quantias altíssimas para agiotas e cometeu essa loucura. É cerca de R$ 50 mil, se eu não me engano”, declarou o delegado.
Adicionalmente, foram descobertos diversos perfis de Maria Bianca em redes sociais, além de várias contas bancárias e chaves Pix, indicando seu histórico de golpes na cidade. “É uma pessoa que tem diversos perfis em redes sociais, tem várias contas bancárias, várias chaves Pix, então típico de quem quer aplicar golpes na cidade de Manaus, que a gente já tem essa certa experiência”, concluiu Cunha.
Com a prisão de Maria Bianca, a polícia espera desestimular práticas semelhantes e reforçar a segurança da comunidade em Manaus.







